GenoMar é premiada por inovação na abertura do IFC Brasil 2026
Premiada no IFC Brasil 2026, a GenoMar Genetics Brasil ganha destaque pelo trabalho em melhoramento genético e inovação na produção de tilápia.

GenoMar é premiada por inovação na abertura do IFC Brasil 2026
A GenoMar Genetics Brasil recebeu o Prêmio de Inovação na Aquicultura durante a solenidade de abertura do IFC Brasil 2026 — International Fish Congress & Fish Expo Brasil, que está acontecendo entre os dias 2 e 4 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR). O troféu foi recebido pelo diretor comercial Rodrigo Zanolo e pelo sócio-fundador da Aquabel, Ricardo Neukirchner.
A premiação aconteceu no maior encontro da cadeia do pescado da América Latina, que chega à 8ª edição com o tema "Aquicultor Forte, Brasil Competitivo" e reúne produtores, cooperativas, indústria, pesquisadores e governo por três dias de congresso técnico e feira de negócios.

Um prêmio no ano em que a genética virou pauta central
Não é coincidência que o reconhecimento venha justamente agora. A programação do IFC Brasil 2026 dedicou espaço a melhoramento genético ao lado de temas como nutrição, probióticos, biosseguridade, seguro aquícola e abertura de mercados, todos ligados à mesma pergunta: como o produtor brasileiro ganha competitividade daqui pra frente.
Durante muitos anos, os avanços da piscicultura nacional se concentraram em manejo, nutrição, sanidade e qualidade da água. A genética entrou mais tarde nessa conta, e agora começa a mostrar resultado em campo, o que ajuda a explicar por que ela ganhou destaque na premiação deste ano.

Por que a genética importa para o produtor?
Para o produtor, o melhoramento genético precisa ir além do laboratório e representar resultado dentro da fazenda.
Uma linhagem com maior potencial de crescimento pode contribuir para reduzir o tempo até o peso de abate. Características relacionadas à conversão alimentar podem influenciar diretamente um dos principais custos da produção. Já sobrevivência, uniformidade e rendimento de filé também podem impactar a eficiência e a rentabilidade do cultivo.
Na tilápia, esse processo pode avançar de forma relativamente rápida. O intervalo entre gerações é de aproximadamente seis meses, permitindo que os programas de melhoramento acumulem ganhos genéticos ao longo das gerações.
Por isso, a busca não é simplesmente por uma tilápia maior, mas por animais que reúnam características capazes de contribuir para uma produção mais eficiente e previsível.
O que a GenoMar vem construindo no Brasil
A GenoMar faz parte do grupo alemão EW Group, referência mundial em genética animal, e leva para a tilápia parte da experiência acumulada em outras cadeias de proteína. No Brasil, a empresa opera as marcas GenoMar, Aquabel e AquaAmérica.
Alguns marcos dessa trajetória:
- Centro de melhoramento genético em Monte do Carmo (TO), inaugurado com investimento de cerca de R$ 28 milhões em uma área de 242 hectares, com tanques e laboratórios próprios, é o primeiro centro nesse formato para tilápia na América Latina;
- Núcleo genético trazido das Filipinas em 2021, derivado da 30ª geração do programa GIFT (Genetically Improved Farmed Tilapia), um dos programas de melhoramento de tilápia mais relevantes do mundo;
- Quatro unidades de produção no país, abastecidas pelo plantel de reprodutores formado a partir desse núcleo;
- Redução do risco sanitário, já que produzir a genética dentro do Brasil elimina a necessidade de importar animais vivos da Ásia a cada ciclo de melhoramento.
O intervalo entre gerações da tilápia é curto, cerca de seis meses, o que faz o ganho genético se acumular rápido. Na prática, cada nova geração lançada chega ao produtor com um desempenho melhor que a anterior.
Por que a genética importa para o produtor?
Para o produtor, o melhoramento genético precisa ir além do laboratório e representar resultado dentro da fazenda.
Uma linhagem com maior potencial de crescimento pode contribuir para reduzir o tempo até o peso de abate. Características relacionadas à conversão alimentar podem influenciar diretamente um dos principais custos da produção. Já sobrevivência, uniformidade e rendimento de filé também podem impactar a eficiência e a rentabilidade do cultivo.
Na tilápia, esse processo pode avançar de forma relativamente rápida. O intervalo entre gerações é de aproximadamente seis meses, permitindo que os programas de melhoramento acumulem ganhos genéticos ao longo das gerações.
Por isso, a busca não é simplesmente por uma tilápia maior, mas por animais que reúnam características capazes de contribuir para uma produção mais eficiente e previsível.
Uma empresa em expansão
O prêmio chega em um momento de crescimento acelerado da operação brasileira. No início de 2025, a AquaGenetics do Brasil passou a se chamar oficialmente GenoMar Genetics Brasil, consolidando a integração com o grupo global. Pouco antes, em 2024, a empresa lançou a linha GenoMar 1000, a primeira genética premium da marca disponível no mercado brasileiro, selecionada para crescimento rápido, resistência a patógenos e rendimento de filé competitivo.
O centro de melhoramento em Monte do Carmo, no Tocantins, já funciona como hub de pesquisa e produção de matrizes para todo o Brasil e América Latina. A partir dessa base, a GenoMar planeja ampliar sua atuação para outros países da região, com Colômbia e México no radar. No Oeste do Paraná, maior polo produtor de tilápia do país, a nova linhagem já está sendo validada em fazendas comerciais com resultados promissores de desempenho zootécnico.
São quase 35 anos de trabalho contínuo em melhoramento de tilápia no mundo, agora com raízes cada vez mais firmes no Brasil.
Parabéns à GenoMar pelo reconhecimento. O prêmio na abertura do IFC Brasil 2026 é também um sinal de onde a tilapicultura brasileira está colocando suas fichas para os próximos anos.