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Brasil entre os maiores produtores de aquicultura das Américas

Brasil é o 3º maior produtor de aquicultura das Américas, com 882 mil toneladas em 2024. Veja os dados da FAO (SOFIA 2026) e a projeção até 2034.

Brasil entre os maiores produtores de aquicultura das Américas

Em 24 anos, a aquicultura brasileira mais que quintuplicou. Segundo o relatório O Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura 2026 (SOFIA 2026), da FAO, o país saiu de 172 mil toneladas produzidas em 2000 para 882 mil toneladas em 2024 — e hoje é o terceiro maior produtor de aquicultura das Américas.

As Américas em números

Em 2024, a produção aquícola do continente somou 5,1 milhões de toneladas. O ranking é liderado por:

Maiores produtores aquícolas das Américas

Ou seja: quase 7 em cada 10 toneladas produzidas nas Américas saem desses três países. O Brasil está firme no pódio — e crescendo mais rápido que os vizinhos em termos proporcionais nos últimos anos.

A trajetória do Brasil

O crescimento não foi um salto repentino, e sim uma escalada consistente:

 

Produção aquícola brasileira de 2000 a 2024

 

Em outras palavras: o Brasil dobrou a produção entre 2000 e 2010, e voltou a praticamente dobrar entre 2010 e 2024. É um setor que vem amadurecendo de forma sustentada, não picos isolados.

Para onde isso vai até 2034

A FAO projeta que a aquicultura brasileira deve crescer mais 19,4% na próxima década, chegando a 1.053 mil toneladas em 2034. Somando pesca e aquicultura, o crescimento total do país fica em 17,1%.

O relatório também mostra que a região puxada pela América do Sul — com Chile, Equador e Brasil à frente — segue sendo o principal motor de expansão da aquicultura latino-americana, mesmo com oscilações pontuais na América Central e no Caribe.

O que isso significa na prática

Crescimento de mercado é uma boa notícia — mas também é um alerta. Mais volume de produção significa mais lotes para controlar, mais variação de custo com ração e insumos, e menos margem para decisão "no olho". Os produtores que vão aproveitar melhor essa expansão são os que já sabem, lote a lote, quanto custa produzir e onde estão as perdas.

Se o setor no Brasil vai continuar nesse ritmo pelos próximos dez anos, o momento de organizar a gestão da fazenda é agora — antes que o crescimento vire desorganização.

  

Fonte: FAO. 2026. The State of World Fisheries and Aquaculture 2026 – Blue Transformation: turning vision into impact. Roma. https://doi.org/10.4060/cd8357en (Tabela 1.3, p. 17; Tabela 3.1, p. 178)