1 milhão de peixes com 1 funcionário: o que a automação já permite na aquicultura
Um milhão de peixes alojados. Uma propriedade inteira funcionando. E apenas um funcionário para dar conta de tudo. Parece exagero, mas é o dia a dia de Flávio Paulert, produtor de tilápia em Palotina (PR).
"Alojo 1 milhão de peixes e toco essa propriedade tranquilamente com um único funcionário. Eu acho que se tivesse uma propriedade até um pouco maior ele conseguiria tocar tranquilamente" — Flávio Paulert, Fazenda Paulerte (Palotina/PR)
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O número impressiona e levanta uma pergunta que todo produtor deveria se fazer: o que esse produtor tem na fazenda que eu não tenho?
A resposta é automação.
A mão de obra é o gargalo e a tecnologia é a saída
Quem vive a aquicultura sabe que encontrar e manter bons funcionários é um dos maiores desafios da operação. Treinar gente leva tempo, a rotatividade é alta e o custo pesa. Cada pessoa a mais na folha é um custo fixo que não para de crescer.
A alternativa não é trabalhar mais, é deixar a tecnologia trabalhar por você. E o que Flávio faz na Fazenda Paulerte não é nenhum segredo: ele usa equipamentos que já estão disponíveis no mercado para qualquer produtor.
As tecnologias que tornam isso possível
Alimentadores automáticos
Arraçoar 1 milhão de peixes manualmente seria inviável. Alimentadores automáticos dispensam ração em horários e quantidades programadas, com uniformidade que nenhum funcionário consegue replicar. Menos desperdício de ração, melhor conversão alimentar e horas do dia liberadas para o que realmente importa.
Aeradores com acionamento automático
Oxigênio dissolvido é o fator número um de sobrevivência dos peixes. Aeradores automatizados ligam e desligam sozinhos conforme a necessidade, evitando tanto a mortalidade por falta de oxigênio quanto o gasto excessivo de energia quando a aeração não é necessária.
Sensores de oxigênio integrados ao aerador
A evolução mais recente: sensores de oxigênio dissolvido acoplados ao próprio aerador monitoram a água em tempo real. Quando o nível cai, o equipamento entra em ação automaticamente. Quando normaliza, desliga. O produtor não precisa estar lá, o sistema cuida sozinho, inclusive de madrugada, quando os níveis de oxigênio costumam cair.
Ferramentas de gestão digital
Automatizar o campo é metade da equação. A outra metade é ter controle sobre os dados da produção. Softwares de gestão aquícola, como o Meu Pescado, permitem que o produtor registre arraçoamento, biometrias, custos, mortalidade e estoque em um só lugar, tudo pelo celular.
Quando a informação está organizada, o produtor enxerga com clareza onde está lucrando, onde está perdendo e o que precisa ajustar no próximo lote.
Automação não é luxo, é o que separa quem cresce de quem fica parado
O caso de Flávio Paulert não é exceção. É o caminho natural da aquicultura profissional. Quem investe em automação não está gastando mais e sim, gastando melhor. O retorno vem na redução de mão de obra, na diminuição de perdas e no ganho de produtividade que se acumula lote após lote.
A pergunta não é se vale a pena automatizar. A pergunta é: até quando dá para continuar sem?
